HOMEOPATIA:
Ciência, Filosofia e Arte de Curar


Novos Medicamentos Homeopáticos 

Novos Medicamentos Homeopáticos: uso dos fármacos modernos segundo o princípio da similitude 


Desde a Grécia Antiga, Hipócrates já ensinava que existiam duas formas de tratamento: pelo princípio dos contrários e pelo princípio dos semelhantes. O tratamento pelo princípio dos contrários emprega substâncias que agem de forma contrária ou paliativa (“anti-”) aos sintomas da doença (Ex.: antiinflamatórios, antiácidos, antidepressivos, etc.). Essa é a principal forma de tratamento utilizada pela medicina convencional ou “alopatia”. O tratamento pelo princípio dos semelhantes, empregado pela homeopatia, utiliza substâncias que causam sintomas semelhantes (“homeo”) aos sintomas das doenças, com o intuito de estimular uma reação do organismo contra os próprios sintomas (Ex.: café que causa insônia é utilizado homeopaticamente para tratar a insônia, camomila que causa cólica é utilizada homeopaticamente para tratar a cólica, beladona que causa febre é utilizada homeopaticamente para tratar a febre, etc.).

Ao instituir a homeopatia em 1796, Samuel Hahnemann fundamenta esse princípio homeopático na observação minuciosa do efeito das drogas de sua época no organismo humano, estipulando um “mecanismo de ação das drogas” universal:

“Toda força que atua sobre a vida, todo medicamento afeta, em maior ou menor escala, a força vital, causando certa alteração no estado de saúde do Homem por um período de tempo maior ou menor. A isso se chama ação primária. [...] A essa ação, nossa força vital se esforça para opor sua própria energia. Tal ação oposta faz parte de nossa força de conservação, constituindo uma atividade automática da mesma, chamada ação secundária ou reação.” (Organon, §63)

Hahnemann exemplifica esse mecanismo de ação universal dos medicamentos (farmacodinâmica), observado nas diversas sensações e funções orgânicas, nos efeitos farmacológicos dos tratamentos e das drogas da sua época:

“[...] A mão que é banhada em água quente, a princípio fica muito mais quente do que a outra não banhada (ação primária); porém, após ser retirada da água quente e estar completamente enxuta novamente, torna-se fria depois de algum tempo e, finalmente, muito mais fria do que a outra (ação secundária). Depois de aquecida por um intenso exercício físico (ação primária), a pessoa é atingida por frio e tremores (ação secundária). Para quem ontem se aqueceu com bastante vinho (ação primária), hoje qualquer ventinho é muito frio (ação oposta do organismo; secundária). Um braço mergulhado por tempo muito longo em água muito fria é, a princípio, muito mais pálido e frio (ação primária) do que o outro; porém, fora da água e enxuto, torna-se, a seguir, não apenas mais quente do que o outro, mas também vermelho, quente e inflamado (ação secundária, reação da força vital). À ingestão de café forte, segue-se uma superexcitação (ação primária); porém, um grande relaxamento e sonolência (reação; ação secundária) permanecem por algum tempo se não continuarem a ser suprimidos através de mais café (paliativo, de curta duração). Após o sono profundo e entorpecedor produzido pelo ópio (ação primária), a noite seguinte será tanto mais insone (reação, ação secundária). Depois da constipação produzida pelo ópio (ação primária), segue-se a diarréia (ação secundária) e, após purgativos que irritam os intestinos, sobrevêm obstrução e constipação por vários dias (ação secundária). Assim, por toda parte, após a ação primária de uma potência capaz de, em grandes doses, transformar profundamente o estado de saúde do organismo sadio, é justamente o oposto que sempre ocorre (se, como se disse, tal fato realmente existe) na ação secundária, através de nossa força vital”. (Organon da arte de curar, § 65)

Embasada nesse postulado ou “lei natural”, a homeopatia utiliza essa ação secundária do organismo como reação terapêutica, administrando aos indivíduos doentes medicamentos que causam sintomas semelhantes aos seus distúrbios (princípio da similitude terapêutica), estimulando o organismo a reagir contra a própria doença.

Apesar de pouco divulgada pela farmacologia moderna, pois contraria o tratamento convencional, essa ação secundária ou reação homeostática do organismo é estudada e descrita após o uso de diversas classes de drogas paliativas (antipáticas ou enantiopáticas) modernas, segundo o termo efeito rebote ou reação paradoxal do organismo. Na última década, vimos estudando sistematicamente o efeito rebote das drogas modernas, confirmando cientificamente o postulado de Hahnemann (ação primária da droga seguida por ação secundária e oposta do organismo) e o princípio de cura homeopático [1-14].

Ilustrando o anteriormente citado, medicamentos utilizados classicamente para o tratamento da angina pectoris (beta-bloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, nitratos, etc.), que promovem a melhora da angina pela sua ação primária contrária (antianginosos), podem despertar exacerbações na frequência e na intensidade da dor torácica em decorrência da ação secundária do organismo, após a suspensão ou a descontinuação das doses, em alguns casos não responsivos a qualquer terapêutica. Drogas paliativas utilizadas no controle da hipertensão arterial (agonistas alfa-2 adrenérgicos, beta-bloqueadores, inibidores da ECA, inibidores da MAO, nitratos, nitroprussiato de sódio, hidralazina, etc.) podem provocar uma hipertensão arterial rebote, como reação paradoxal do organismo ao estímulo primário. Medicamentos antiarrítmicos (adenosina, amiodarona, beta-bloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, disopiramida, flecainida, lidocaína, mexiletina, moricizina, procainamida, etc.) podem despertar, após a interrupção do tratamento, exacerbação rebote das arritmias ventriculares basais. Drogas anticoagulantes (argatroban, bezafibrato, heparina, salicilatos, warfarin, clopidogrel, etc.), empregadas por sua ação primária na profilaxia da trombose sanguínea, podem promover complicações trombóticas em decorrência da ação secundária ou do efeito rebote do organismo.

De forma análoga, no emprego de drogas psiquiátricas como os ansiolíticos (barbitúricos, benzodiazepinas, carbamatos, etc.), sedativos-hipnóticos (barbitúricos, bendodiazepinas, morfina, prometazina, zopiclone, etc.), estimulantes do SNC (anfetaminas, cafeína, cocaína, mazindol, metilfenidato, etc.), antidepressivos (tricíclicos, inibidores da MAO, inibidores da recaptação de serotonina, etc.) ou antipsicóticos (clozapina, fenotiazínicos, haloperidol, pimozida, etc.) pode-se observar uma reação paradoxal do organismo no sentido de manter a homeostase orgânica, promovendo sintomas contrários aos esperados na sua utilização terapêutica enantiopática primária, agravando ainda mais o quadro inicial.

Drogas com ação primária antiinflamatória (corticosteróides, ibuprofeno, indometacina, paracetamol, salicilatos, etc.) podem desencadear respostas secundárias do organismo, aumentando a inflamação e a concentração plasmática dos seus mediadores. Fármacos com ação primária analgésica (cafeína, bloqueadores dos canais de cálcio, clonidina, ergotamina, metisergida, opióides, salicilatos, etc.) podem apresentar importante hiperalgesia como efeito rebote. Diuréticos (furosemida, torasemida, trianterene, etc.), utilizados enantiopaticamente para diminuir a volemia (edema, hipertensão arterial, ICC, etc.) podem causar retenção rebote de sódio e potássio, aumentando a volemia basal. Medicamentos utilizados primariamente como antidispépticos (antiácidos, antagonistas do receptor H-2, misoprostol, sucralfato, inibidores das bombas de próton, etc.) no tratamento das gastrites e úlceras gastroduodenais, podem promover, após uma diminuição primária da acidez, aumento rebote na produção gástrica de ácido clorídrico, chegando a causar perfuração de úlceras gastroduodenais crônicas. Broncodilatores (broncodilatores adrenérgicos, cromoglicato dissódico, epinefrina, ipatropio, nedocromil, salmeterol, formoterol, etc.) utilizados no tratamento da asma brônquica, podem promover piora da broncoconstrição como resposta secundária do organismo à suspensão ou descontinuidade do tratamento. Dentre outras.

Apesar do efeito rebote ou reação paradoxal do organismo geralmente se manifestar numa minoria dos indivíduos, em razão de sua característica idiossincrática, ele pode assumir grandes proporções (tanto na intensidade, quanto na duração), aspecto que endossa a validade do seu uso terapêutico pelo modelo homeopático.

Entendendo-se que o tratamento homeopático tem como prerrogativa essencial a utilização de substâncias que causem sintomas semelhantes aos da doença que se deseja tratar, ele pode ser aplicado com qualquer substância, natural ou sintética, em doses ponderais ou infinitesimais, desde que o princípio da semelhança seja observado. Assim sendo, as drogas “alopáticas” podem ser empregadas segundo o princípio da similitude terapêutica, desde que causem efeitos de ação primária (efeitos terapêuticos, adversos e colaterais) semelhantes aos do indivíduo doente. Dessa forma, estaríamos utilizando o efeito rebote das drogas modernas no sentido curativo.

Exemplificando esse possível uso ‘off label’ [15] das inúmeras classes de fármacos modernos segundo o princípio homeopático, dezenas de drogas que apresentam aumento da pressão arterial como efeito primário (adalimumabe, ciclosporina, dopamina, drogas antiinflamatórias, etc.) poderiam ser utilizadas homeopaticamente para tratar a hipertensão arterial, desde que os demais efeitos patogenéticos da droga apresentem semelhança com a individualidade do paciente; drogas que aumentam a glicemia (amprenavir, corticotropina, diazoxide, estrógenos, etc.), poderiam ser empregadas homeopaticamente para tratar a hiperglicemia ou diabetes; drogas que causam inflamação da mucosa gástrica (abacavir, antiinflamatórios, carbidopa, cilostazol, etc.), poderiam ser empregadas homeopaticamente para tratar as gastrites e úlceras gástricas; drogas que causam reações alérgicas (antibióticos, antifúngicos, insulinas, etc.), poderiam ser empregadas homeopaticamente para tratar as alergias; drogas que causam imunossupressão (ciclosporinas, corticosteróides, imunossupressores, etc.), poderiam ser empregadas para estimular o sistema imunológico de pacientes imunossuprimidos; drogas que causam distúrbios na atenção/concentração (amantadina, interferons, topiramato, etc.), poderiam ser utilizadas para melhorar o déficit de atenção em crianças; dentre outras inúmeras indicações.

Embasado nessa premissa hahnemanniana, desde 2003 vimos propondo, de forma sistemática, o emprego dos fármacos modernos segundo o princípio de cura homeopático. Em inúmeros artigos publicados em diversos periódicos científicos [16-23], esse projeto está devidamente descrito e fundamentado nos pressupostos homeopáticos.

Para que essa proposta pudesse ser aplicada, foi elaborada uma “Matéria Médica Homeopática dos Fármacos Modernos”, agrupando todos os efeitos primários (efeitos terapêuticos, adversos e colaterais) de 1.250 drogas “alopáticas” descritos na Farmacopéia Americana (The United States Pharmacopeia Dispensing Information, USP DI, 2004) [24], conforme a disposição dos capítulos das matérias médicas homeopáticas tradicionais.

Como segundo passo, a fim de facilitar a seleção do medicamento homeopático individualizado (semelhança com a totalidade de sintomas do paciente), premissa indispensável à segurança e ao sucesso terapêutico do tratamento homeopático, foi elaborado um “Repertório Homeopático dos Fármacos Modernos”, dispondo os sintomas e seus respectivos medicamentos de forma análoga aos repertórios homeopáticos clássicos.

Intitulado “Novos Medicamentos Homeopáticos: Uso dos Fármacos Modernos Segundo o Princípio da Similitude”, esse projeto está dividido em três partes: (i) “Fundamentação Científica do Princípio da Similitude na Farmacologia Moderna”; (ii) “Matéria Médica Homeopática dos Fármacos Modernos”; (iii) “Repertório Homeopático dos Fármacos Modernos”.

A fim de que todos tenham acesso a essa proposta, essas três obras, perfazendo um total de milhares de páginas, estão disponibilizadas num website bilíngue (Português e Inglês), de fácil e livre acesso (basta cadastrar e-mail, nome e profissão para receber uma senha), permitindo que esse protocolo clínico seja analisado e utilizado por homeopatas de todos os países: www.novosmedicamentoshomeopaticos.com.

Com o intuito de testar a validade clínica e científica desta proposta, realizamos um ensaio clínico para avaliar a eficácia e a segurança do estrogênio dinamizado (potencializado ou ultradiluído) no tratamento homeopático individualizado da dor pélvica associada à endometriose, em vista do estrogênio  (17 beta-estradiol) causar "proliferação ou hiperplasia endometrial" como evento adverso em sua utilização convencional. Neste projeto de pós-doutorado junto ao Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), desenvolvemos um ensaio clínico randomizado, duplo cego e placebo controlado com 24 semanas de duração que incluiu 50 mulheres com idades entre 18-45 anos com diagnóstico de endometriose infiltrativa profunda (baseado em imagens de ressonância magnética ou ultra-som transvaginal após preparo intestinal) e escore ≥ 5 em uma escala analógica visual (VAS: 0-10 pontos) para dor pélvica associada à endometriose (DPAE). Estrogênio dinamizado (12cH, 18cH e 24cH) ou placebo foi administrado duas vezes ao dia por via oral. A medida de desfecho primário foi a diferença na gravidade do escore (VAS) parcial e global de DPAE entre as semanas 0 e 24, determinado pela diferença entre a pontuação média de cinco modalidades de dor pélvica crônica (dismenorreia, dispareunia de profundidade, dor pélvica acíclica, dor intestinal cíclica e/ou dor urinária cíclica). As medidas de desfecho secundário foram as diferenças de pontuação média para qualidade de vida (Questionário de Qualidade de Vida SF-36), sintomas de depressão (Inventário de Depressão de Beck, IDB) e sintomas de ansiedade (Inventário de Ansiedade de Beck, IAB). Este protocolo está sistematizado em artigo publicado no periódico britânico Homeopathy [25].

Evidenciando a superioridade do estrogênio dinamizado perante o placebo, os resultados do estudo mostraram que o escore global de DPAE (VAS: 0-50 pontos) diminuiu 12,82 pontos (P < 0.001) no grupo tratado com o estrogênio dinamizado, entre o momento basal (semana 0) e a semana 24. O grupo que usou o estrogênio dinamizado também apresentou redução do escore parcial (VAS: 0-10 pontos) em três modalidades de DPAE: dismenorreia (3.28; P < 0.001), dor pélvica acíclica (2.71; P = 0.009) e dor intestinal cíclica (3.40; P < 0.001). O grupo placebo não apresentou quaisquer alterações significativas nos escores globais ou parciais de DPAE. Além disso, o grupo do estrogênio dinamizado mostrou melhora significativa em três dos oito domínios do SF-36 (dor corporal, vitalidade e saúde mental) e nos sintomas da depressão (IDB). O grupo placebo não mostrou nenhuma melhoria significativa nestes desfechos secundários. Estes resultados demonstraram a superioridade de estrogênio dinamizado sobre o placebo. Poucos eventos adversos foram associados ao estrógeno dinamizado. O estrogênio dinamizado (12cH, 18cH e 24cH) na dose de 3 gotas duas vezes ao dia e durante 24 semanas foi significativamente mais eficaz que o placebo para reduzir a dor pélvica associada à endometriose, melhorar a qualidade de vida e reduzir os sintomas depressivos das pacientes [26].

No entanto, para que esse método seja incorporado à rotina homeopática, será necessária a união da classe homeopática em torno dessa proposta, com a participação dos clínicos na aplicação terapêutica e na descrição dos resultados (casos clínicos), dos farmacêuticos na produção dos medicamentos dinamizados e dos pesquisadores na elaboração de protocolos de pesquisa.


Referências:

1) Teixeira MZ. Semelhante cura semelhante: o princípio de cura homeopático fundamentado pela racionalidade médica e científica. São Paulo: Editorial Petrus, 1998. Disponível em: http://www.homeozulian.med.br/mz/homeozulian_visualizarlivroautor.asp?id=3.

2) Teixeira MZ. Similitude in modern pharmacology. British Homeopathic Journal. 1999; 88(3): 112-20. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10449051.

3) Teixeira MZ. Evidence of the principle of similitude in modern fatal iatrogenic events. Homeopathy. 2006; 95(4): 229-236. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17015194.

4) Teixeira MZ. NSAIDs, Myocardial infarction, rebound effect and similitude. Homeopathy. 2007; 96(1): 67-68. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17227752.

5) Teixeira MZ. Bronchodilators, fatal asthma, rebound effect and similitude. Homeopathy. 2007; 96(2): 135-137. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17437943.

6) Teixeira MZ. Antidepressants, suicidality and rebound effect: evidence of similitude? Homeopathy. 2009; 98(2): 114-121. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19358965.

7) Teixeira MZ. Statins withdrawal, vascular complications, rebound effect and similitude. Homeopathy. 2010; 99(4): 255-262. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20970095.

8) Teixeira MZ. Rebound acid hypersecretion after withdrawal of gastric acid suppressing drugs: new evidence of similitude. Homeopathy. 2011; 100(3): 148-156. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21784332.

9) Teixeira MZ. Rebound effect of drugs: fatal risk of conventional treatment and pharmacological basis of homeopathic treatment. International Journal of High Dilution Research 2012; 11(39): 69-106. Disponível em: http://www.feg.unesp.br/~ojs/index.php/ijhdr/article/view/552/561.

10) Teixeira MZ. Antiresorptive drugs (bisphosphonates), atypical fractures and rebound effect: new evidence of similitude. Homeopathy 2012; 101(4): 231-242. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23089219.

11) Teixeira MZ. Immunomodulatory drugs (natalizumab), worsening of multiple sclerosis, rebound effect and similitude. Homeopathy 2013; 102(3): 215-224. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23870382.

12) Teixeira MZ. Efeito rebote dos fármacos modernos: evento adverso grave desconhecido pelos profissionais da saúde.Revista da Associação Médica Brasileira 2013; 59(6): 629-638. Disponível em: http://ramb.elsevier.es/pt/linkresolver/efeito-rebote-dos-farmacos-modernos/90259384/.

13) Teixeira MZ. Similia similibus curentur: o princípio de cura homeopático fundamentado na farmacologia moderna. Revista de Medicina (São Paulo) 2013; 92(3): 183-203. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/79999/83919.

14) Teixeira MZ. Biological therapies (immunomodulatory drugs), worsening of psoriasis and rebound effect: new evidence of similitude. Homeopathy 2016; 105(4): 344-355. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27914574

15) Ministério da Saúde. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Institucional, Medicamentos, Registro de Medicamentos. Como a Anvisa vê o uso off label de medicamentos. Brasília, 23 de maio de 2005. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/registro/registro_offlabel.htm#.

16) Teixeira MZ. Homeopathic use of modern medicines: utilisation of the curative rebound effect. Medical Hypotheses. 2003; 60(2): 276-283. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12606247.

17) Teixeira MZ. 'Paradoxical strategy for treating chronic diseases': a therapeutic model used in homeopathy for more than two centuries. Homeopathy. 2005; 94(4): 265-266. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16226210.

18) Teixeira MZ. New homeopathic medicines: use of modern drugs according to the principle of similitude. Homeopathy. 2011; 100(4): 244-252. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21962199.

19) Teixeira MZ. Homeopathic use of modern drugs: therapeutic application of the organism paradoxical reaction or rebound effect. International Journal of High Dilution Research. 2011; 10(37): 338-352. Disponível em: http://www.feg.unesp.br/~ojs/index.php/ijhdr/article/view/456/542.

20) Teixeira MZ. ‘New Homeopathic Medicines’ database: A project to employ conventional drugs according to the homeopathic method of treatment. European Journal of Integrative Medicine 2013; 5(3): 270-278. Disponível em: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1876382013000036.

21) Teixeira MZ. Similitude and rebound effect of drugs: scientific evidence and therapeutic application. Homoeopathic Links 2014; 27(2): 105-107. Disponível em: https://www.thieme-connect.com/products/ejournals/pdf/10.1055/s-0034-1368339.pdf.

22) Teixeira MZ. 'Paradoxical pharmacology': therapeutic strategy used by the 'homeopathic pharmacology' for more than two centuries.International Journal of High Dilution Research 2014; 13(48): 207-226. Disponível em: http://www.feg.unesp.br/~ojs/index.php/ijhdr/article/view/714/740.

23) Teixeira MZ. Therapeutic use of the rebound effect of modern drugs: "New homeopathic medicines". Revista da Associação Médica Brasileira 2017; 63(2): 100-108. Disponível em: http://ramb.amb.org.br/ultimas-edicoes/.

24) The United States Pharmacopeial Convention. The United States Pharmacopeia Dispensing Information. 24. ed. Easton: Mack Printing Co.; 2004.

25) Teixeira MZ, Podgaec S, Baracat EC. Protocol of randomized controlled trial of potentized estrogen in homeopathic treatment of chronic pelvic pain associated with endometriosis. Homoeopathy 2016; 105(3): 240-249. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27473545.

26) Teixeira MZ, Podgaec S, Baracat EC. Potentized estrogen in homeopathic treatment of endometriosis-associated pelvic pain: a 24-week, randomized, double-blind, placebo-controlled study. European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology 2017; 211: 48-55. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28187404.

 

Autor: Dr. Marcus Zulian Teixeira - www.homeozulian.med.br

 


New Homeopathic Medicines: use of modern drugs according to the principle of similitude


Already in classic Greece, Hippocrates taught that there were two approaches to the treatment of disease, namely the principle of contraries and the principle of likes. Treatment according to the principle of contraries employs drugs that act contrary to or palliating (“anti-“) the symptoms of disease (e.g. anti-inflammatories, antacids, antidepressants, etc.). This is the main approach to treatment applied by conventional medicine, also known as “allopathy”. Treatment according to the principle of likes is used by homeopathy, and it employs medicines that cause symptoms similar (“homeo”) to the symptoms of disease (e.g., coffee causes insomnia, and is homeopathically used to treat insomnia; chamomile causes colic, and is homeopathically used to treat colic; belladonna causes fever, and is homeopathically used to treat fever, etc.).

Upon founding homeopathy in 1796, Samuel Hahnemann grounded this homeopathic therapeutic principle on careful observation of the drugs used in his time on the human body, and postulated a universal “mechanism of action of drugs”:

“Every agent that acts upon the vitality, every medicine, deranges more or less the vital force, and causes a certain alteration in the health of the individual for a longer or a shorter period. This is termed primary action. [...]. To its action our vital force endeavors to oppose its own energy. This resistant action is a property, is indeed an automatic action of our life-preserving power, which goes by the name of secondary action or counteraction”. (Organon of medicine, paragraph 63)

To illustrate this natural phenomenon, Hahnemann listed the primary actions of the medicines employed in his time that promoted alterations in the different systems of the human body, and the following secondary action of the organism (vital reaction or conservation force). The latter acts neutralizing the primary disorders caused by drugs, in an attempt to maintain the balance of the internal milieu or homeostasis:

“[...] Excessive vivacity follows the use of strong coffee (primary action), but sluggishness and drowsiness remain for a long time afterwards (reaction, secondary action), if this be not always again removed for a short time by imbibing fresh supplies of coffee (palliative). After the profound stupefied sleep caused by opium (primary action), the following night will be all the more sleepless (reaction, secondary action). After the constipation produced by opium (primary action), diarrhea ensues (secondary action); and after purgation with medicines that irritate the bowels, constipation of several days' duration ensues (secondary action). And in like manner it always happens, after the primary action of a medicine that produces in large doses a great change in the health of a healthy person, that its exact opposite, when, as has been observed, there is actually such a thing, is produced in the secondary action by our vital force”. (Organon of medicine, paragraph 65)

Based on this postulate or “natural law”, homeopathy makes use of the secondary action of the body as therapeutic reaction, and prescribes to ill individuals medicines that cause symptoms similar to the disorders they themselves cause (principle of therapeutic similitude), thus stimulating the body to react against its own disease.

Although little divulgated by modern pharmacology, since it opposes conventional treatment, this same secondary action or homeostatic reaction of the organism has been observed with the use of several types of modern palliative (antipathic or enantiopathic) drugs as rebound effect or paradoxical reaction of the organism. We have been systematically studying for the last fifteen years the rebound effect of modern drugs, and thus we were able to confirm by means of scientific evidence both Hahnemann’s postulate (a drug primary action is followed by the secondary and opposite reaction of the body) and the homeopathic principle of healing [1-14].

To illustrate: drugs classically used in the treatment of angina pectoris (β-blockers, calcium channel blockers, nitrates, etc.) with beneficial effects in their primary effect (anti-angina), might awaken a paradoxical increase of the frequency and intensity of chest pain after discontinuation or irregular use of doses, which sometimes does not respond to any therapeutic means. Drugs used for the control of arterial hypertension (α-2 agonists, β-blockers, ACE inhibitors, MAO inhibitors, nitrates, sodium nitroprusside, hydralazine, etc.) might produce rebound arterial hypertension as a paradoxical reaction of the organism to the primary stimulus; antiarrhythmic drugs (adenosine, amiodarone, β-blockers, calcium channel blockers, disopyramide, flecainide, lidocaine, mexiletine, moricizine, procainamide, quinidine, digital, etc.) may awaken rebound exacerbation of basal ventricular arrhythmias when treatment is interrupted. Anticoagulant drugs (argatroban, bezafibrate, heparin, salicylates, warfarin, clopidogrel, etc.), employed due to their primary effect in the prophylaxis of thrombosis, can promote thrombotic complications as paradoxical reaction of the organism.

In the use of psychiatric drugs such as anxiolytics (barbiturates, benzodiazepines, carbamates, etc.), sedative-hypnotics (barbiturates, benzodiazepines, morphine, promethazine, zopiclone, etc.), stimulants of the central nervous system (amphetamines, caffeine, cocaine, mazindol, methylfenidate, etc.), antidepressants (tricyclic, MAO inhibitors, serotonin reuptake inhibitors, etc.) or antipsychotic (clozapine, phenothiazines, haloperidol, pimozide, etc.) a paradoxical reaction of the organism may be observed in the attempt of keeping organic homeostasis, thus promoting the appearance of symptoms contrary to the ones expected from their primary therapeutic use, and consequently worsening the initial clinical picture.

Drugs with anti-inflammatory primary action (corticoids, ibuprofen, indomethacin, paracetamol, salicylates, etc.) might trigger paradoxical reactions of the organism that increase inflammation together with its mediators serum concentration. Drugs with analgesic primary action (caffeine, calcium channels blockers, clonidine, ergotamine, methysergide, opiates, salicylates, etc.) may exhibit significant hyperalgesia as rebound effect. Diuretics (furosemide, torasemide, triamterene, etc.) enantiopathically used to diminish the volume of plasma (edema, arterial hypertension, congestive heart failure, etc.) may cause rebound retention of sodium and potassium, thus increasing the basal volume of plasma. Drugs primarily used as anti-dyspeptic (antacids, H-2 antagonists, misoprostol, sucralfate, proton pump inhibitors, etc.) in the treatment of gastritis and gastro-duodenal ulcers might promote, after the primary decrease of acidity, rebound increase of the production of hydrochloric acid by the stomach, eventually causing perforation of chronic gastro-duodenal ulcers. Bronchodilators (adrenergic drugs, sodium chromoglycate, epinephrine, ipratropium, nedocromil, salmeterol, formoterol, etc.) used in the treatment of bronchial asthma may worsen bronchial constriction as paradoxical response of the organism to the interruption or discontinuation of treatment. Etc.

Although rebound effect or paradoxical reaction of the organism usually occurs in a small number of individuals as a function of idiosyncratic, its effects can be dramatic (both in intensity and duration), thus strengthening the rationale for their use in homeopathy.

Admitting that the main premise of homeopathic treatment is the use of medicines that cause symptoms similar to the disease to be treated, it may apply any kind of medicine, either natural of synthetic, in ponderable or infinitesimal doses provided that the principle of similitude is observed. Consequently, “allopathic” drugs may also be employed according to the principle of therapeutic similarity when their primary action (therapeutic, adverse and side) effects are similar to the symptoms of the patient. By acting in this manner, we make profit of the rebound effect of modern drugs for the sake of healing.

To illustrate this possible “off-label” use [15] of countless classes of modern drugs according to the homeopathic principle, tens of drugs causing blood pressure increase as primary effect (adalimumab, cyclosporine, dopamine, anti-inflammatory agents, etc.) might be homeopathically used to treat arterial hypertension, since the others drug pathogenetic effects showing similarity with the patient’s individuality. Drugs increasing blood sugar (amprenavir, corticotropin, diazoxide, estrogens, etc.) might be homeopathically employed to treat hyperglycemia/diabetes. Drugs that cause immunosuppression (cyclosporine, corticoids, immunosuppressants, etc.) might be used to stimulate the immune system in immunosuppressed patients. Drugs causing attention/concentration disorders (amantadine, interferons, topiramate, etc.) might be used to improve attention disorder in children, and so forth.

Grounded on Hahnemann’s premise, since 2003 we are systematically proposing to employ modern drugs according to the homeopathic healing principle. This project is described in details in several articles published in various scientific journals [16-23] where also its foundations on homeopathic principles are shown.

To allow for actual application of this proposal, a Homeopathic Materia Medica of Modern Drugs” was compiled including all the primary (therapeutic, adverse and side) effects of 1,250 “allopathic” drugs as described in The United States Pharmacopeia Dispensing Information (USP DI, 2004) [24], following the chapter structure of the traditional works on homeopathic materia medica.

To facilitate the selection of an individualized homeopathic medicine (similar to the totality of symptoms of the patient), which is the essential requirement for safety and therapeutic success of homeopathic treatment, the next step was to elaborate a Homeopathic Repertory of Modern Drugs”, where symptoms and their corresponding medicines are displayed analogously to classic homeopathic repertories.

Entitled New Homeopathic Medicines: Use of Modern Drugs According to the Principle of Similitude”, this project comprises three parts: (i) Scientific Basis of the Principle of Similitude on Modern Pharmacology”; (ii) Homeopathic Materia Medica of Modern Drugs”; and (iii) Homeopathic Repertory of Modern Drugs”.

To facilate global access to this project, all three works extending along thousands of pages are available at a bilingual (English and Portuguese) website. Access is simple and free, register of e-mail address, name and occupation are the only data required to obtain a password. In this way, the clinical protocol might be analyzed and used by homeopaths worldwide: www.newhomeopathicmedicines.com.

In order to test the validity of this clinical and scientific proposal, we performed a clinical trial to evaluate the efficacy and safety of dynamized estrogen (potentized) in an individualized homeopathic treatment of pelvic pain associated with endometriosis, in view of the estrogen (17 beta-estradiol) cause "proliferation or endometrial hyperplasia" as adverse event in your conventional use.

In this postdoctoral project in the Department of Obstetrics and Gynecology of the Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), we developed a 24-week, randomized, double-blind, placebo-controlled trial that included 50 women aged 18-45 years old with diagnosis of deeply infiltrating endometriosis based on magnetic resonance imaging or transvaginal ultrasound after bowel preparation, and score ≥ 5 on a visual analogue scale (VAS: range 0 to 10) for endometriosis-associated pelvic pain. Potentized estrogen (12cH, 18cH and 24cH) or placebo was administered twice daily per oral route. The primary outcome measure was change in the severity of EAPP global and partial scores (VAS) from baseline to week 24, determined as the difference in the mean score of five modalities of chronic pelvic pain (dysmenorrhea, deep dyspareunia, non-cyclic pelvic pain, cyclic bowel pain and/or cyclic urinary pain). The secondary outcome measures were mean score difference for quality of life assessed with SF-36 Health Survey Questionnaire, depression symptoms on Beck Depression Inventory (BDI), and anxiety symptoms on Beck Anxiety Inventory (BAI). This protocol was systematized in an article published in the British journal Homeopathy [25].

Demonstrating the superiority of the potentized estrogen before the placebo, the results of the study showed that the EAPP global score (VAS: range 0 to 50) decreased by 12.82 (P < 0.001) in the group treated with potentized estrogen from baseline to week 24. Group that used potentized estrogen also exhibited partial score (VAS: range 0 to 10) reduction in three EAPP modalities: dysmenorrhea (3.28; P < 0.001), non-cyclic pelvic pain (2.71; P = 0.009), and cyclic bowel pain (3.40; P < 0.001). Placebo group did not show any significant changes in EAPP global or partial scores. In addition, the potentized estrogen group showed significant improvement in three of eight SF-36 domains (bodily pain, vitality and mental health) and depression symptoms (BDI). Placebo group showed no significant improvement in this regard. These results demonstrate superiority of potentized estrogen over placebo. Few adverse events were associated with potentized estrogen. Potentized estrogen (12cH, 18cH and 24cH) at a dose of 3 drops twice daily for 24 weeks was significantly more effective than placebo for reducing endometriosis-associated pelvic pain, improve the quality of life and reduce depressive symptoms [26].

For this method to be included in homeopathic standard practice, homeopaths need to unite around this project: physicians to apply it in clinical practice and describe results (case-reports), pharmacists to prepare the corresponding homeopathic medicines, and investigators to design research protocols.


References:

1) Teixeira MZ. Semelhante cura semelhante: o princípio de cura homeopático fundamentado pela racionalidade médica e científica [Similar cure similar: the principle of homeopathic cure based by medical and scientific rationality]. São Paulo: Editorial Petrus, 1998. Available at: http://www.homeozulian.med.br/mz/homeozulian_visualizarlivroautor.asp?id=3.

2) Teixeira MZ. Similitude in modern pharmacology. British Homeopathic Journal. 1999; 88(3): 112-20. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10449051.

3) Teixeira MZ. Evidence of the principle of similitude in modern fatal iatrogenic events. Homeopathy. 2006; 95(4): 229-236. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17015194.

4) Teixeira MZ. NSAIDs, Myocardial infarction, rebound effect and similitude. Homeopathy. 2007; 96(1): 67-68. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17227752.

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6) Teixeira MZ. Antidepressants, suicidality and rebound effect: evidence of similitude? Homeopathy. 2009; 98(2): 114-121. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19358965.

7) Teixeira MZ. Statins withdrawal, vascular complications, rebound effect and similitude. Homeopathy. 2010; 99(4): 255-262. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20970095.

8) Teixeira MZ. Rebound acid hypersecretion after withdrawal of gastric acid suppressing drugs: new evidence of similitude. Homeopathy. 2011; 100(3): 148-156. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21784332.

9) Teixeira MZ. Rebound effect of drugs: fatal risk of conventional treatment and pharmacological basis of homeopathic treatment. International Journal of High Dilution Research 2012; 11(39): 69-106. Available at: http://www.feg.unesp.br/~ojs/index.php/ijhdr/article/view/552/561.

10) Teixeira MZ. Antiresorptive drugs (bisphosphonates), atypical fractures and rebound effect: new evidence of similitude. Homeopathy 2012; 101(4): 231-242. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23089219.

11) Teixeira MZ. Immunomodulatory drugs (natalizumab), worsening of multiple sclerosis, rebound effect and similitude. Homeopathy 2013; 102(3): 215-224. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23870382.

12) Teixeira MZ. Rebound effect of modern drugs: serious adverse event unknown by health professionals. Revista da Associação Médica Brasileira 2013; 59(6): 629-638. Available at: http://ramb.elsevier.es/pt/linkresolver/efeito-rebote-dos-farmacos-modernos/90259384/.

13) Teixeira MZ. Similia similibus curentur: o princípio de cura homeopático fundamentado na farmacologia moderna. Revista de Medicina (São Paulo) 2013; 92(3): 183-203. Available at: http://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/79999/83919.

14) Teixeira MZ. Biological therapies (immunomodulatory drugs), worsening of psoriasis and rebound effect: new evidence of similitude. Homeopathy 2016; 105(4): 344-355. Available at: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27914574

15) Ministério da Saúde. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Institucional, Medicamentos, Registro de Medicamentos. Como a Anvisa vê o uso off label de medicamentos. Brasília, 23 de maio de 2005. Available at: http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/registro/registro_offlabel.htm#.

16) Teixeira MZ. Homeopathic use of modern medicines: utilisation of the curative rebound effect. Medical Hypotheses. 2003; 60(2): 276-283. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12606247.

17) Teixeira MZ. 'Paradoxical strategy for treating chronic diseases': a therapeutic model used in homeopathy for more than two centuries. Homeopathy. 2005; 94(4): 265-266. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16226210.

18) Teixeira MZ. New homeopathic medicines: use of modern drugs according to the principle of similitude. Homeopathy. 2011; 100(4): 244-252. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21962199.

19) Teixeira MZ. Homeopathic use of modern drugs: therapeutic application of the organism paradoxical reaction or rebound effect. International Journal of High Dilution Research. 2011; 10(37): 338-352. Available at: http://www.feg.unesp.br/~ojs/index.php/ijhdr/article/view/456/542.

20) Teixeira MZ. ‘New Homeopathic Medicines’ database: A project to employ conventional drugs according to the homeopathic method of treatment. European Journal of Integrative Medicine 2013; 5(3): 270-278. Available at: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1876382013000036.

21) Teixeira MZ. Similitude and rebound effect of drugs: scientific evidence and therapeutic application. Homoeopathic Links 2014; 27(2): 105-107. Available at: https://www.thieme-connect.com/products/ejournals/pdf/10.1055/s-0034-1368339.pdf.

22) Teixeira MZ. 'Paradoxical pharmacology': therapeutic strategy used by the 'homeopathic pharmacology' for more than two centuries.International Journal of High Dilution Research 2014; 13(48): 207-226. Available at: http://www.feg.unesp.br/~ojs/index.php/ijhdr/article/view/714/740.

23) Teixeira MZ. Therapeutic use of the rebound effect of modern drugs: "New homeopathic medicines". Revista da Associação Médica Brasileira 2017; 63(2): 100-108. Disponível em: http://ramb.amb.org.br/ultimas-edicoes/.

24) The United States Pharmacopeial Convention. The United States Pharmacopeia Dispensing Information. 24. ed. Easton: Mack Printing Co.; 2004.

25) Teixeira MZ, Podgaec S, Baracat EC. Protocol of randomized controlled trial of potentized estrogen in homeopathic treatment of chronic pelvic pain associated with endometriosis. Homoeopathy 2016; 105(3): 240-249. Available at: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27473545.

26) Teixeira MZ, Podgaec S, Baracat EC. Potentized estrogen in homeopathic treatment of endometriosis-associated pelvic pain: a 24-week, randomized, double-blind, placebo-controlled study. European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology 2017; 211: 48-55. Available at: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28187404.

 

Author: Dr. Marcus Zulian Teixeira - www.homeozulian.med.br

 


Nuevos Medicamentos Homeopáticos: uso de fármacos modernos según el principio de semejanza


Ya en Grecia antigua, Hipócrates enseñaba dos abordajes en el tratamiento de las enfermedades: el principio de los contrarios y el principio de los semejantes. El tratamiento basado en el principio de los contrarios utiliza medicamentos con acción contraria o paliativa (“anti”) de los síntomas de la enfermedad (p.ej., antiinflamatorios, antiácidos, antidepresivos, etc.). Éste es el principal abordaje utilizado por la medicina convencional, también conocida como “alopatía”. El tratamiento según el principio de los semejantes es utilizado por la homeopatía y utiliza medicamentos que producen síntomas similares (“homeo”) a los de la enfermedades (p.ej., café produce insomnio y es utilizado homeopáticamente para tratar el insomnio, camomila produce cólicos y es utilizada homeopáticamente para tratar cólicos, belladona produce fiebre y es utilizado homeopáticamente para tratar cuadros febriles, etc.).

Cuando formuló originalmente la homeopatía, en 1796, Samuel Hahnemann basó este principio terapéutico en observaciones cuidadosas de los fármacos contemporáneos en el organismo humano y postuló un “mecanismo de la acción de los fármacos” universal:

“Todo agente que actúa sobre la vitalidad, todo medicamento, modifica más o menos fuerza vital y produce una cierta alteración en la salud del individuo durante un período más o menos largo. Ésta es denominada acción primaria. […] Nuestra fuerza vital intenta oponerle su propia energía a esa acción. Esta acción de resistencia es una propiedad, en efecto, una acción automática de nuestro poder conservador de la vida conocida como acción secundaria o contra-reacción.” (Organon de la medicina, parágrafo 63)

Con el fin de ilustrar ese fenómeno natural, Hahnemann listó las acciones primarias de los medicamentos utilizados en su época y que promovían alteraciones en los diversos sistemas del organismo humano, junto con la acción secundaria del organismo (reacción vital o fuerza de conservación). La acción de esta última neutraliza los trastornos primarios producidos por los fármacos con el fin de mantener el equilibrio del medio interno, o homeostasis:

“[...] Vivacidad excesiva aparece después de usar café fuerte (acción primaria), pero pereza y somnolencia permanecen mucho tiempo después (reacción, acción secundaria) a menos que vuelvan a ser removidas brevemente ingiriendo café fresco (paliativo). Después del profundo sueño estuporoso causado por opio (acción primaria), la noche siguiente será todavía más insomne (reacción, acción secundaria). Después de la constipación producida por opio (acción primaria) sobreviene diarrea (acción secundaria); y después de una purga con medicamentos que irritan el intestino, sobreviene constipación de varios días de duración. Y así, de manera semejante, después de la acción primaria de un medicamento en grandes dosis siempre aparece una gran alteración en la salud de una persona sana exactamente opuesto, cuando como ha sido observado una tal cosa realmente existe, provocada por nuestra fuerza vital en su acción secundaria.” (Organon de la medicina, parágrafo 65)

Basado en este postulado o “ley natural”, la homeopatía utiliza la acción secundaria del organismo como reacción terapéutica y le prescribe a los enfermos aquellos medicamentos que producen síntomas semejantes a los trastornos que ellos mismos causan (principio de semejanza terapéutica), así estimula al organismo a reaccionar en contra de su propia enfermedad.

Aunque poco divulgada por la farmacología, pues atenta contra el tratamiento convencional, esta misma acción secundaria o reacción homeostática del organismo ha sido observada al usar varios tipos de fármacos modernos paliativos (antipáticos o enantiopáticos) como efecto rebote o reacción paradojal del organismo. Hemos estudiado sistemáticamente el efecto rebote de los fármacos modernos durante la última década y así pudimos confirmar mediante evidencias científicas tanto el postulado de Hahnemann (la acción primaria de un fármaco es seguida por la acción secundaria y opuesta del organismo) como el principio homeopático de curación [1-14].

Como ejemplo: fármacos clásicamente utilizados en el tratamiento de la angina de pecho (β-bloqueantes, bloqueantes de los canales de calcio, nitratos, etc.) que son benéficos en su efecto primario (anti-angina) pueden provocar un aumento paradojal de la frecuencia e intensidad del dolor torácico cuando las dosis son suspendidas o tomadas de modo irregular, y a veces resistentes a toda medida terapéutica. Fármacos utilizados en el tratamiento de la hipertensión arterial (agonistas α-2, β-bloqueadores, inhibidores ACE, inhibidores MAO, nitratos, nitroprusiato sódico, hidralacina, etc.) pueden provocar hipertensión arterial rebote como reacción del organismo al estímulo primario; fármacos antiarrítmicos (adenosina, amiodarona, β-bloqueantes, bloqueantes de los canales de calcio, disopiramida, fleicanida, lidocaína, mexiletina, moricizina, procainamida, quinidina, digital, etc.) pueden provocar una exacerbación rebote de las arritmias ventriculares basales cuando se suspende el tratamiento. Fármacos anticoagulantes (argatroban, bezafibrato, heparina, salicilatos, warfarina, clopidogrel, etc.), utilizados debido a su efecto primario en la profilaxis de la trombosis, pueden provocar complicaciones trombóticas como reacción paradojal del organismo.

Con respecto a psicofármacos como ansiolíticos (barbitúricos, benzodiacepinas, carbamatos, etc.), hipnótico-sedantes (barbitúricos, benzodiacepinas, morfina, prometacina, zopiclona, etc.), estimulantes del sistema nervioso central (amfetaminas, cafeína, cocaína, mazindol, metilfenidato, etc.), antidepresivos (tricíclicos, inhibidores MAO, inhibidores de la recaptación de serotonina, etc.) o antipsicóticos (clozapina, fenotiazinas, haloperidol, pimozida, etc.), la reacción paradojal del organismo puede ser observada junto a la tentativa de mantener la homeostasis orgánica y así provoca la aparición de síntomas contrarios a los esperados en función de su uso terapéutico primario, que consiguientemente empeoran el cuadro clínico inicial.

Los fármacos con acción primaria antiinflamatoria (corticoides, ibuprofeno, indometacina, paracetamol, salicilatos, etc.) pueden desencadenar reacciones paradojales del organismo que aumentan la inflamación y la concentración de sus mediadores plasmáticos. Los fármacos con acción primaria analgésica (cafeína, bloqueadores de los canales de calcio, clonidina, ergotamina, metisergida, opiáceos, salicilatos, etc.) pueden provocar marcada hiperalgesia como efecto rebote. Los diuréticos (furosemida, torasemida, triamtereno, etc.), utilizados enantiopáticamente para disminuir el volumen plasmático (edema, hipertensión arterial insuficiencia cardíaca congestiva, etc.) pueden provocar retención rebote de sodio y potasio y consecuentemente aumentan el volumen plasmático basal. Fármacos primariamente utilizados como anti-dispépticos (antiácidos, antagonistas H2, misoprostol, sucralfato, inhibidores de la bomba de protones, etc.) en el tratamiento de gastritis y úlcera gastroduodenal pueden provocar, después de la disminución primaria de la acidez, aumento rebote de la producción gástrica de ácido clorhídrico, llevando eventualmente a la perforación de úlceras gastroduodenales crónicas. Los broncodilatadores (adrenérgicos, cromoglicato sódico, epinefrina, ipratropio, nedocromil, salmeterol, formoterol, etc.) utilizados en el tratamiento del asma bronquial pueden empeorar la broncoconstricción como respuesta paradojal del organismo a la suspensión del tratamiento. Etc.

Aunque el efecto rebote o reacción paradojal del organismo generalmente sucede en un pequeño número de personas en función de sus características idiosincrásicas, sus efectos pueden ser muy importantes (en intensidad y duración) lo que brinda mayor justificación a su uso homeopático.

Admitiendo que la premisa principal del tratamiento homeopático es el uso de medicamentos que producen síntomas similares a los de la enfermedad que se desea curar, se puede emplear toda clase de medicamentos, naturales o sintéticos, en dosis ponderales o infinitesimales, siempre que se observe el principio de similitud. Consecuentemente, los fármacos “alopáticos” también pueden ser utilizados según el principio de semejanza terapéutica cuando los efectos de su acción primaria (terapéuticos, adversos y colaterales) son similares a los síntomas del paciente. De esta manera, aprovechamos el efecto rebote de los fármacos modernos con el fin de curar.

Ejemplificando esta posible indicación alternativa [15] de innúmeras clases de fármacos modernos según el principio homeopático, decenas de fármacos que aumentan la presión arterial en su efecto primario (adalimumab, ciclosporina, dopamina, antiinflamatorios, etc.) pueden ser usados homeopáticamente para tratar la hipertensión arterial, puesto que los demás efectos patogénicos de la droga muestran similitud con la individualidad del paciente. Fármacos que aumentan la glucemia (amprenavir, corticotropina, diazóxido, estrógenos, etc.) pueden ser utilizados homeopáticamente para tratar hiperglucemia/diabetes. Fármacos que producen inmunosupresión (ciclosporina, corticoides, inmunosupresores, etc.) pueden ser utilizados para estimular el sistema inmune en pacientes inmunodeprimidos. Fármacos que producen alteraciones en la atención/concentración (amantadina, interferones, topiramato, etc.) pueden ser utilizados para mejorar el trastorno por déficit de atención en niños. Etc.

Basados en la premisa de Hahnemann, desde 2003 hemos propuesto sistemáticamente emplear los fármacos modernos según el principio homeopático de curación. Este proyecto está detalladamente descripto en varios artículos publicados en diversos periódicos científicos [16-23] y , donde también se indican sus bases en los principios homeopáticos.

Para aplicar esta propuesta en la práctica, compilamos una Materia Médica Homeopática de Fármacos Modernos” que incluye todos los efectos primarios (terapéuticos, adversos y colaterales) de 1.250 fármacos “alopáticos” tal como descriptos en la Farmacopea de los Estados Unidos (The United States Pharmacopeia Dispensing Information - USP DI, 2004) [24], siguiendo la distribución de capítulos de la materia médica homeopática tradicional.

Para facilitar la selección del medicamento homeopático individualizado (similar a la totalidad de síntomas del paciente), que es el requisito esencial para la seguridad y éxito terapéutico de lo tratamiento homeopático, el paso siguiente consistió en elaborar un Repertorio Homeopático de Fármacos Modernos”, donde los síntomas y sus medicamentos correspondientes están organizados de modo análogo al repertorio homeopático clásico.

Intitulado Nuevos Medicamentos Homeopáticos: Uso de Fármacos Modernos según el Principio de Semejanza”, este proyecto comprende tres partes: (i) Fundamentación Científica del Principio de Semejanza en la Farmacología Moderna”; (ii) Materia Médica Homeopática de Fármacos Modernos”; y (iii) Repertorio Homeopático de Fármacos Modernos”.

Para facilitar acceso global a este proyecto, los tres trabajos, que cubren millares de páginas, están disponibles en un sitio web bilingüe (inglés y portugués). Este sitio es fácilmente accesible y gratuito, basta registrar nombre, profesión y dirección de correo electrónico para recibir la contraseña. De esta manera, el protocolo podrá ser analizado y utilizado por homeópatas de todo el mundo: www.nuevosmedicamentoshomeopaticos.com.

Con el fin de probar la validez clínica y científica de esta propuesta, se realizó recientemente un ensayo clínico para evaluar la eficacia y seguridad de estrógeno dinamizado (potencializado o ultradiluido) en el tratamiento homeopático individualizado del dolor pélvico asociado con la endometriosis, en vista de estrógeno (17 beta-estradiol) causa "proliferación o hiperplasia endometrial" como un evento adverso en su uso convencional.

En este proyecto post-doctoral en el Departamento de Obstetricia y Ginecología, Hospital de Clínicas, Facultad de Medicina, Universidad de Sao Paulo (HCFMUSP), se desarrolló un estudio aleatorizado, doble ciego, controlado con placebo de 24 semanas que incluye 50 mujeres (18-45 años de edad) con diagnóstico de endometriosis infiltrante profunda (basados en imágenes por resonancia magnética o una ecografía transvaginal después de la preparación del intestino) y la puntuación ≥ 5 en una escala analógica visual (EAV: 0-10 puntos) para el dolor pélvico asociado endometriosis (DPAE). El estrógeno dinamizado (12cH, 18CH y 24CH) o placebo se administró por vía oral dos veces al día. La medida de resultado primaria fue la diferencia en la puntuación de gravedad (EVA) de DPAE parcial y general entre las semanas 0 y 24, determinada por la diferencia entre la puntuación media de los cinco tipos de dolor pélvico crónico (dismenorrea, dispareunia profunda, dolor pélvico acíclico, dolor intestinal cíclico y/o dolor cíclico urinaria). Las medidas de resultado secundarias fueron las diferencias promedio de puntuación de calidad de vida (Cuestionario de Calidad de Vida SF-36), los síntomas depresivos (Inventario de Depresión de Beck, BDI) y los síntomas de ansiedad (Inventario de Ansiedad de Beck, IAB). Este protocolo fue sistematizado en un artículo publicado en la revista británica Homeopathy [25].

Lo que demuestra la superioridad de estrógeno dinamizado en comparación con placebo, los resultados del estudio mostraron que la puntuación global de la DPAE (EVA: 0-50 puntos) cayó 12.82 puntos (P <0,001) en el grupo tratado con estrógeno dinamizado entre el momento la línea de base (semana 0) hasta la semana 24. El grupo que utilizó el estrógeno dinamizado también disminuyó la puntuación parcial (EVA: 0-10 puntos) en tres modalidades de la DPAE: dismenorrea (3,28; p <0,001), dolor pélvico acíclico (2,71; p = 0,009) y dolor intestinal cíclico (3,40; p <0,001). El grupo placebo no mostró cambios significativos en las puntuaciones global o parcial de la DPAE. Además, el grupo de estrógeno dinamizado mostró una mejoría significativa en tres de los ocho dominios del SF-36 (dolor corporal, vitalidad y salud mental) y los síntomas de la depresión (BDI). El grupo placebo no mostró una mejoría significativa en estos criterios de valoración secundarios. Pocos eventos adversos fueron asociados con estrógeno dinamizado. El estrógeno dinamizado (12cH, 18CH y 24CH) a una dosis de 3 gotas dos veces al día y durante 24 semanas fue significativamente más eficaz que el placebo para reducir el dolor pélvico asociado con la endometriosis, mejorar la calidad de vida y reducir los síntomas depresivos [26].

Para que este método se transforme en rutina homeopática, es necesario que la comunidad homeopática se nuclee alrededor de este proyecto: los médicos para aplicarlo en su praxis clínica y describir los resultados (reportes de casos), los farmacéuticos para preparar los medicamentos homeopáticos correspondientes y los investigadores para diseñar protocolos de investigación.


Referencias:

1) Teixeira MZ. Semelhante cura semelhante: o princípio de cura homeopático fundamentado pela racionalidade médica e científica [Similar cure similar: the principle of homeopathic cure based by medical and scientific rationality]. São Paulo: Editorial Petrus, 1998. Available at: http://www.homeozulian.med.br/mz/homeozulian_visualizarlivroautor.asp?id=3.

2) Teixeira MZ. Similitude in modern pharmacology. British Homeopathic Journal. 1999; 88(3): 112-20. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10449051.

3) Teixeira MZ. Evidence of the principle of similitude in modern fatal iatrogenic events. Homeopathy. 2006; 95(4): 229-236. Available at: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17015194.

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9) Teixeira MZ. Rebound effect of drugs: fatal risk of conventional treatment and pharmacological basis of homeopathic treatment. International Journal of High Dilution Research 2012; 11(39): 69-106. Disponible en: http://www.feg.unesp.br/~ojs/index.php/ijhdr/article/view/552/561.

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13) Teixeira MZ. Similia similibus curentur: o princípio de cura homeopático fundamentado na farmacologia moderna. Revista de Medicina (São Paulo) 2013; 92(3): 183-203. Disponible en: http://www.revistas.usp.br/revistadc/article/view/79999/83919.

14) Teixeira MZ. Biological therapies (immunomodulatory drugs), worsening of psoriasis and rebound effect: new evidence of similitude. Homeopathy 2016; 105(4): 344-355. Disponible en: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27914574

15) Ministério da Saúde. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Institucional, Medicamentos, Registro de Medicamentos. Como a Anvisa vê o uso off label de medicamentos. Brasília, 23 de maio de 2005. Disponible en: http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/registro/registro_offlabel.htm#.

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Author: Dr. Marcus Zulian Teixeira - www.homeozulian.med.br



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